Santa Casa de Curitiba ultrapassa a marca de 100 transplantes cardíacos
Instituição se consolida como líder em transplantes de coração no PaísA Santa Casa de Curitiba ultrapassou, em maio, a marca de 100 transplantes de coração. A Instituição, que realizou em 1994 o primeiro transplante cardíaco, é atualmente líder em transplantes de coração em adultos no País, tendo realizado, em 2007, 26 cirurgias. Até junho desde ano, a Santa Casa de Curitiba realizou mais dez transplantes cardíacos.
O 101º paciente a receber um coração na Santa Casa de Curitiba foi o aposentado Antônio Carlos Macedo, de 56 anos. Morador de Apucarana, Macedo convivia há seis anos com o diagnóstico de miocardiopatia dilatada e nos últimos seis meses aguardava por um coração. A doação chegou no dia 20 de maio. “Foram seis anos de horror, em que passei por vários internamentos”, lembra. Hoje, recuperado da cirurgia, Macedo diz ainda não ter se acostumado com a nova condição de vida. “Para mim, esse coração foi um milagre. Não consigo acreditar que todo o sofrimento acabou”.
A felicidade de Macedo e de outros pacientes que receberam um órgão foi compartilhada com pacientes que ainda aguardam pelo transplante. O encontro, realizado em junho na Santa Casa de Curitiba pela Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT), reuniu transplantados, pacientes em fila de espera e familiares de doadores de órgãos. O objetivo foi incentivar a doação de órgãos e tecidos.
Hoje, a lista de espera pelo transplante de coração conta com 34 pacientes. Para outros tipos de transplantes a lista é maior. Na Santa Casa de Curitiba, estão cadastrados 60 pacientes para o transplante de fígado e 320 para o de rim. O Hospital ainda realiza transplante de pâncreas, válvulas cardíacas humanas e iniciou este ano o transplante de córnea.
Para o aposentado Cesário Martins Rodrigues, de 66 anos, a espera por um coração novo dura cinco anos. Com miocardiopatia dilatada e insuficiência cardíaca, Rodrigues tem esperança de que o seu coração logo chegará. “Tenho muitos planos para o futuro. Meu maior desejo é viver”.
Já para Analice Dias Pedrosa, de 34 anos, a espera terminou. Ela recebeu em fevereiro deste ano um novo rim e um pâncreas, após sete meses na lista de espera pelos órgãos. “O transplante foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Fazia diálise quatro vezes por dia desde dezembro de 2005. Não precisar mais passar por isso é muito bom”.
A espera da adolescente Mikelly Caroline Mendes, de 14 anos, foi um pouco diferente. Há dois anos, quando veio a notícia de que precisaria de um transplante de rim, sua tia se comprometeu a doar um de seus rins. Em função dos exames que são necessários para se comprovar a compatibilidade do órgão, o transplante só pôde ser realizado dois anos depois, no começo de julho deste ano. “Fico feliz em saber que não terei que fazer mais diálise. E mais feliz ainda porque o rim veio de um familiar”, conta.
Notícia cadastrada em: 11/12/2008
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