Hospital Cajuru é líder em neuronavegação
Em menos de três anos, hospital realizou mais de 550 cirurgiasCom mais de 550 cirurgias de crânio e de coluna realizadas em menos de três anos, o Hospital Universitário Cajuru (HUC) possui a maior experiência em neuronavegação da América Latina. A técnica é considerada o maior avanço da neurocirurgia, tendo sido empregada pela primeira vez no mundo em 1996. Com tecnologia de ponta, a neuronavegação consegue localizar a posição exata de um tumor ou de uma lesão, possibilitando o diagnóstico preciso e a realização da cirurgia guiada por imagem e minimamente invasiva.
O HUC possui dois equipamentos de neuronavegação, de terceira e quarta gerações. Foi com o navegador Leibinger-Stryker, de quarta geração, que o Hospital realizou, em janeiro de 2006, a primeira cirurgia de coluna totalmente guiada por imagem. Atualmente, o HUC contabiliza mais de 200 cirurgias de coluna realizadas com a técnica da neuronavegação e continua sendo o único da América Latina a empregá-la em casos de fraturas, tumores e dores na coluna. A técnica está disponível para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que correspondem a cerca de 80% das cirurgias realizadas.
Segundo o chefe do Serviço de Neurocirurgia do HUC, Luiz Roberto Aguiar, a grande vantagem da neuronavegação é a maior precisão na localização das lesões. “Estamos falando de medidas submilimétricas”, explica. Esta precisão é possível graças à reconstrução tridimensional do crânio e da coluna, feita a partir dos exames de ressonância magnética ou tomografia. “Um exame de ressonância magnética, por exemplo, produz cerca de 300 imagens de cortes horizontais do crânio. Estas imagens são carregadas no navegador, que faz a renderização ou reconstrução tridimensional do crânio. Com isso, conseguimos visualizar a lesão em diferentes planos, podendo determinar, na fase de planejamento pré-operatório, os limites do tumor, a forma, o tamanho e a relação com as estruturas cerebrais”.
Durante a cirurgia, é feita a sobreposição da imagem tridimensional do neuronavegador com o paciente. A partir deste momento, um instrumento chamado tracker permite que o cirurgião visualize na imagem do navegador o local em que o corte está sendo feito e a profundidade que deve ser atingida para a remoção do tumor.
Aguiar explica que a diferença entre a cirurgia de crânio e a de coluna é que a primeira é apenas assistida por imagem, ou seja, a imagem auxilia o cirurgião a realizar a incisão no local correto, mas o corte em si e a remoção do tumor são visualizados diretamente no paciente. Já a cirurgia de coluna é totalmente guiada por imagem, pois as estruturas da coluna não são totalmente expostas durante o procedimento cirúrgico. “É por isso que o procedimento torna-se menos invasivo e a precisão para a implantação de parafusos ou próteses na coluna vertebral é muito maior”.
Além de menores cortes cirúrgicos, a neuronavegação reduz o tempo de cirurgia e o tempo de permanência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com Aguiar, em uma cirurgia convencional, o paciente permanece em média dois dias na UTI e uma semana em internamento, enquanto que, com a neuronavegação, a média é de apenas algumas horas na UTI e dois dias de internamento.
Notícia cadastrada em: 11/12/2008
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